Um convite para pensar…
Ontem à noite, em um campus da USP (Universidade de São Paulo), alunos e policiais militares entraram em confronto. Motivo da confusão? Policiais iriam deter três alunos que consumiam maconha dentro de um carro, no campus. Porém, a situação não pode ser banalizada.
Há algum tempo muitos alunos protestavam contra a permanência da PM na universidade, ampliada desde Setembro, quando o reitor assinou convênio com a Polícia Militar para aumentar o efetivo na cidade universitária, após o assassinato de um aluno. Muitos alunos aprovam o aumento do efetivo, já que representou uma ampliação da segurança local.
Entretanto, outros alunos querem a PM longe da universidade. Entender os motivos não é difícil, já que a Polícia Militar, no Brasil, não tem uma tradição de respeitar protestos ou agir com competência na administração das massas, quando reunidas. Além disso, é legítimo que eles façam manifestações pacíficas em favor de seu ponto de vista.
Mas nada justifica querer burlar ou impedir o cumprimento de uma lei. Os policiais que detiveram os jovens com maconha estavam errados? Obviamente que não. Não esqueça que, para responder essa pergunta, é irrelevante a sua posição a respeito da liberalização da droga, pois se é lei tem que ser cumprida.
Se a questão é a oposição à lei, os jovens devem buscar modificá-la seguindo o processo democrático. Devem militar nas “marchas da maconha”, – forma democrática de exposição de ideias – escolher conscientemente seus representantes e cobrar o debate nos diversos segmentos do Estado e da sociedade civil. Agora, não podemos aprovar uma ação violenta, resistente a lei estabelecida e corporativista – alunos protegendo alunos, mesmo estando errados. Esse não é o caminho para uma sociedade mais plural, justa e equilibrada.
Mais informações: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/10/policia-militar-entra-em-confronto-com-alunos-na-usp.html
Para pensar: você concorda que as pessoas da mesma classe devem se proteger, mesmo estando errados?