No mundo todo, empresas, ONGs e governos se unem para garantir o acesso de comunidades carentes à tecnologia. Em 2012, milhares de crianças indianas receberão computadores de baixo cus-to. No Brasil e no Afeganistão, estudantes serão beneficiados pelos programas One Laptop Per Child e um computador por aluno
por Felipe Datt
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, que leva em conta igualdade social, expectativa de vida e acesso ao ensino fundamental, coloca a Índia na posição 134 — o Brasil, a título de comparação, é o número 84. Para mudar essa realidade, em 2012 o governo indiano irá subsidiar o Aakash, um laptop de baixo custo que será distribuído a milhares de alunos carentes. “Investimos US$ 5 milhões em pesquisas e entregaremos as primeiras 100 mil unidades em dezembro”, diz Suneet Singh Tuli, da DataWind, fabricante inglesa vencedora da licitação. Com sistema operacional aberto, baixo custo na produção da tela e grande escala, cada unidade custa apenas US$ 50.
Esta é apenas uma das iniciativas recentes de inclusão digital no mundo. A mais notória é a One Laptop Per Child (OLPC), criada em 2005 por membros do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, com o objetivo de prover cada criança do planeta com um notebook de baixo custo. Para tanto, foi desenvolvido o XO, um computador com sistema operacional Linux desenhado especialmente para promover o aprendizado. Fabricado pela Quanta Computer, de Taiwan, e repassado a governos ou ONGs por US$ 190, foi distribuído a mais de três milhões de crianças em 42 países. Recentemente, a organização distribuiu cinco mil computadores no Afeganistão.
No Brasil, o governo federal criou um programa semelhante, com o nome de Um Computador Por Aluno. Na fase pré-piloto, computadores de baixo custo de três fabricantes foram distribuídos em cinco escolas. No ano passado, a fase piloto distribuiu 150 mil unidades produzidas pela CCE a 300 escolas. “A informática muda qualitativamente a maneira como as crianças lidam com o conhecimento”, diz o diretor de aprendizagem da OLPC no Brasil, Juliano Bittencourt.
Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios







